Pernas Hiperestendidas ou Genu Recurvatum

Pernas Hiperestendidas ou Genu Recurvatum

Pernas hiperestendidas ou genu recurvatum, onde o joelho, quando estendido, adquire uma linha para trás da coxa e panturrilha, esticando além da amplitude considerada visualmente “normal”, são muito apreciados no mundo dos corpos extremos do ballet. 

Um bailarino pode apresentar uma linha de hiperextensão moderada, onde a perna cabe confortavelmente na quinta posição e a linha de arabesque fica bonita com uma curva de compensação em relação ao peito de pé.

No entanto, os bailarinos com hiperextensão extrema devem ter cuidado especial já que, normalmente, as articulações hipermóveis vem acompanhadas de falta de força muscular. Geralmente os bailarinos com hiperextensão de joelhos apresentam uma insuficiência na co-contração de ísquiotibiais e quadríceps com desequilíbrio entre estes dois grandes grupos musculares, podendo gerar lesões.

A hiperextensão também pode vir acompanhada de dores na parte anterior ou posterior do joelho devido ao aumento de compressão na patela e na alteração no contato entre o fêmur e a tíbia. O bailarino que possui a hiperextensão de joelhos deve trabalhar pensando em crescer e se alongar, ao contrário de travar os joelhos para trás. A perna de base deve permanecer esticada e firme mas não hiperestendida e quando em primeira posição, os calcanhares devem ser mantidos bem próximos.

De qualquer modo, é importante lembrar que criar linhas, formas e poses é só uma das várias facetas da dança. Se o bailarino não treinar seus músculos da forma segura e correta para o seu tipo de corpo, com repetição meticulosa, foco e atenção, a facilidade natural só vai levá-lo até um certo ponto. Educadores de dança têm a responsabilidade de demonstrar o caminho seguro e correto. Se bailarinos hipermóveis souberem o jeito certo de usar seu corpo, terão menos lesões e carreiras mais longas. 

Referência da foto: danceworkshop.com.au

Conteúdo desenvolvido em Parceria entre Ballare e Letícia Krenzinger.

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